21/09/13

Palavras leva-as o tempo!

Vícios de escrita, vício de escrever que é agir para tentar não perder tudo aquilo em que penso. Tarefa árdua amaina num medronho, num café e numa cigarrilha. 

Consciente do meu microcosmos embrenho-me nele inebriado, a fervilhar. A Parkinson não me leva que é de lá que eu venho!

Os livros que lí voltam à latrina, aqueles dias que os lí a cagar, não por não ter sofrido para os ler mas porque a ida ao ato é um tempo, como outro qualquer, bom para ler . 

Escrever tem outra classe, um bocadinho mais que a quarta, e os maneios dos meus ídolos das letras parecem correr-me as veias como uma ténia, um parasita, simbiótico porém que transtorna, que afasta as pálpebras e faz aumentar a pressão do meu indicador com o meu polegar. A pena, espartilhada entre dedos, esvaí-se em liberdade feita tinta azul de bic laranja escrita fina debotada do suor dos meus dedos, que se encontra com o da minha testa, algures, numa pagina escrita, nas pazes feitas com um personagem, na sensualidade de um diálogo ou na descrição de uma cena de faca e alguidar que se confunde com um jogo entre solteiros e casados em dia de são nunca, pela tardinha noite. 

Esfuma-se o tempo entre os dedos que aterra nas palavras ditas de bem longe das miudezas de uma vida quase banal, a espaços! 

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